quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Para o amor não vivido
Para o amor não vivido deixo as saudades dos beijos não dados, dos momentos não compartilhados e das brigas que não tivemos.
Do amor não vivido ficaram as marcas de amor não feito, dos olhares e apelidos não dados e das noites que viraram dia sem se ver. Fica a saudade do que não foi, e daquilo que não vai ser.
Do amor não vivido restaram as lembranças do sonho, do sorriso, da lágrima e do gozo, restou a utopia, restou o amor que ficou encostado no canto, porque houve medo. Porque o coração virou pedra, e não fui eu que o transformei.
Do amor não vivido, não viverei mais, do amor que se escolheu abandonar, deixo para a razão e que ela cuide dele se puder, ou esqueça-o, e que este não se torne pedra no meu coração. Que não seja hiato.
Ao amor não vivido desejo sorte, desejo paz e sobretudo amor. E que viva, que viva e que viva de novo e seja você flor de novo no coração de quem a merecer, que seja sorriso e que seja pleno.
E que viva enfim o amor.
(Autor desconhecido)
terça-feira, 5 de abril de 2011
Metade
METADE
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro
Tentei evitar.
Sim, verdade tentei te evitar. Evitar que não importa que tenha sido muito rápido, isso não faz com que não seja especial. E que mesmo que não te veja, te sinto aqui, e imagino você aqui ao meu lado. Alguns quilômetros nos separa, mas isso não nos impede de nada, a não ser o medo de arriscar. Creio a distância não separa ninguém, pelo contrário, ela faz com que anseie mais por aquilo que realmente quer. Desde que queira com toda verdade, porque falar da boca pra fora é muito fácil. Atitudes valem muito mais que meras palavras.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Peter Hammil - Solitude
Silently I rest in the tall green grass
and look steadily upwards.
Birds sing ceaselessly around me,
and the blue of the sky surrounds me strangely.
Out here, life is at its essence,
and watches the world with innocent eyes;
far from grime, far from rushing people
it seems that I have found a tiny peace.
On the blue backdrop of the unknown
water droplets trace their paths;
on the sky, mortals hang on metal -
but who is to know how long either will last?
The lovely white clouds glide
across the sky and into my dreams...
I feel as though I had died some time ago:
now I'll wander with the clouds through eternal space
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